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POR: CAMILO MORAIS ...................................Publicado Quinta-feira, Janeiro 13, 2005

Depois da “ressaca” das pretéritas festas ainda presentes em nós por diversos motivos, em alguns casos pelos piores motivos, é altura de descer à terra, mergulhar as mãos nas dificuldades da vida e pensar que há certos detalhes, pela sua relevância, não nos podem passar ao lado. Refiro-me à importância das coisas simples, ou que passam despercebidas, mas precisamente porque são importantes, para as nossas vidas, não podemos esquecer.
Se o leitor lê jornais deve recordar-se de uma primeira página dum jornal local onde se anunciava, com pompa e circunstância, que a Câmara de Macedo queria trazer para a nossa jovem cidade 26 milhões de euros no ano de 2005. Para quem não saiba, referia-se esse jornal, para não lhe chamar outra coisa, ao orçamento da Câmara. Que bom seria para Macedo se isso fosse verdade. Mas a realidade è bem outra! Em primeiro lugar o Plano e orçamento é plurianual, o que quer dizer que essa pertença verba tem de ser dividida pelo menos por dois anos. Em segundo lugar o Executivo da Câmara e particularmente o seu Presidente tem-nos habituado a que o que está nos orçamentos não é para cumprir. Quem acompanhou a vida autárquica dos últimos três anos habituou-se a ver nos diversos orçamentos as mesmas obras, que até hoje nunca foram feitas. Basta ter um pouco de paciência desfolhar esses documentos e chegará a essa triste conclusão. A não ser as obras que vinham do Executivo anterior e que foram obrigados a executar porque, ou estavam adjudicadas, ou em vias de adjudicação, nada mais se viu. Posso referir algumas: Estrada de Meles que vergonhosamente não conseguiram concluir, Centro Cultural, que também não conseguiram concluir, Largo do Centro de Saúde, Rua principal de GriJó e a terceira fase da despoluição das bacias do Sabor e do Tua para só falar de algumas. As grandes obras que são estruturantes para Macedo nem vê-las.
Para sermos correctos teremos de dividir aquele número tão redondo, por três, que dá à volta de oito. Se lhe acrescentarmos o valor da inflação dos últimos anos, voltámos aos orçamentos do Sr. António Pescadinha. Como se vê é publicidade enganosa .
Meus caros macedenses, não basta divulgar as ementas dos restaurantes para os encher. Para isso é necessário gente. Essa foi-se embora com os muitos serviços que deixaram sair de Macedo quando o Senhor Presidente da Câmara era Presidente da Comissão Distrital do seu Partido o que é duplamente grave e frustrante. Assim como não bastam intenções, dessas está o inferno cheio, o que é preciso é a dinâmica que o Executivo do Eng. Luís Vaz imprimiu em Macedo durante oito anos. Essa, infelizmente, foi-se com ele.
Camilo Morais

NOTA: Os artigos de opinião não refelectem a linha editorial do Notícias do Nordeste


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